24 de jul. de 2009

Não sei...

Hoje eu sonhei com você. Acordei com anseio de amar.

Não lembro exatamente quem é você. Acho que nem te conheço. Mas você faz parte de mim. Sempre fez.

Talvez você seja eu. Aquela parte de mim que escondi há tanto tempo que nem lembrava que existia. E que tenho medo. Talvez não seja nada, ninguém.

No sonho você representava o amor. Mas não esse amor carnal que costumamos sentir... era algo que transcende a qualquer sentimento... mais parecia uma amor fraterno, que acalma, alivia, dá esperança... será você meu anjo da guarda?

São "engraçados" esses sonhos... Eles permanecem. Insistentemente eles permanecem. Não sei se gosto, pois agora, ele não tem mais a força... agora ele é só saudade. E essa saudade sufoca, pois você quer lembrar de algo que não aconteceu, de alguém que você nunca teve, quer viver o que não é possível de se viver. O bom da saudade é alimentar a emoção do reencontro... mas apenas quando ele é possível. Senão, a saudade passa a ser pra sempre, até morrer - você ou ela.

Neste momento você se tornou pontos de reticência, talvez por culpa minha... o meu medo pode ter te impedido de continuar. Não sei o que faço desse sentimento que me toma, porque nem ao menos sei o que ele é.

Só sei que fiquei com vontade de amar.

Vontade de Amar

Encontrei esse texto na internet e simplesmei me identifiquei demais com ele...

"Dizem que por amor a gente muda; quisera eu uma única vez que o amor pudesse mudar. Que a simplicidade de amar voltasse à idéia inicial; que a vulgarização do belo não se tornasse essa vontade de amar.
O amor cai no coração desse todo; o todo me incomoda. É ridículo o amor da massa; me faz enojar.
Quisera eu o amor do antigo; do velho. A simplicidade como forma de simplicidade; o gesto como a perfeição do momento. Ah! É desse amor que falo. É desse amor que quero. Não o mesmo que todos sentem e dizem amar. Não! Não é esse amor. Te amo se tornou comum; os sorrisos se tornaram vulgares. Não! O amor não quer ser amado assim.
Então que acabe o amor e recomece uma vez mais. A primeira vista seja pra todo sempre; a despedida seja somente no fim. E que todo sempre nunca venha acabar. O amor é eterno; muito maior que qualquer sonhar.
Que todo ato de sentimento seja completo, e nenhuma palavra complete o que faltar. Faça-me o amor! Seja o amor também! Um braço só não consegue abraçar; uma boca só não pode beijar.O amor exige mais! Quer mais! Não há promessas, muito menos perdões.
O coração é grande, então não o torne pequeno. Não despreze o que é perfeito; o que faz realmente amar. Se não podes voar, não empeça os outros de tentar.
O amor exige asas, e é com verdadeiro amor que se consegue voar.
Digo que mudaria por amor se o amor pudesse mudar, e voltasse a ser realmente amor e não essa vontade de amar". (Meck)

14 de jun. de 2009

Lembranças

Outro dia estava arrumando o quarto e encontrei minha caixa de cartas. Não quis abrir.

Sempre achei isso muito tentador, mas sempre estive um passo a frente da tentação. Até que hoje ela me alcançou! Muitas lembranças, boas e ruins.

Uma delas, escrita há muitos anos, me tocou muito. Não era uma carta recebida, mas uma deixada de enviar. Era uma carta de amor... um trecho me chamou muita atenção, não sei exatamente o porquê, pois hoje em dia mais me parece uma dessas cartas cafonas que a gente escreve quando se está apaixonada. Talvez seja exatamente por isso que ela sempre permaneceu comigo, nessa caixa abandonada... Aí vai:

"... Você pode ser o rosto que eu não esquecerei, um traço de prazer ou de arrependimento, talvez meu tesouro ou o preço que tenho que pagar. Você pode ser a música que o verão nos cantou, talvez o frescor que o outono deixou, ou mesmo centenas de outras coisas..."

"... No espaço de um dia, você pode ser a bela ou a fera, a fartura ou a fome. A cada dia pode se transformar num paraíso ou num inferno. Você pode ser o espelho do meu sonho, um sorriso refletido na água. Também pode não ser o que parece ser dentro dessa sua 'concha'..."

"... Você sempre parece tão feliz na multidão, com os olhos tão pessoais ou tão orgulhosos... mas que não podem ser vistos quando choram..."

"... Pode ser o amor que não se espere que dure! Pode vir para mim como sombras do passado, que me lembrarei até o dia em que eu morrer. Você deve ser a razão para que eu sobreviva, o motivo de eu estar viva... de quem eu cuidarei na alegria e na tristeza. Eu acolherei o seu riso e suas lágrimas e os guardarei como minha peça mais rara! Por onde você for eu tenho que estar..."

Michelle Franco.

Quem é você?

Afinal, quem é você?

Não estou perguntando o que você é ou o que você faz. Quero saber o tem aí dentro que te transforma nessa pessoa? Quais são os seus pensamentos mais secretos, os desejos mais íntimos, as confissões mais devastadoras?

Não me interessa uma verdade inventada, mais apropriada, aquela do seu conto de fadas. Eu preciso da verdade, nua, ainda que doa, em você ou em mim.

Me acha invasiva? Talvez. Mas se revelar talvez seja o mínimo e a única coisa real que você poderia me oferecer. Você! Sem cautela, sem medo, sem pudor. Você por inteiro.

Você apareceu na minha vida por acaso e invadiu o meu destino, me impedindo de continuar sendo a mesma. Ok, a verdade é que fui eu quem apareceu na sua vida, sem pedir licença, você diria. Confesso!

Mas foi você quem se envolveu, quem fantasiou, quem se encantou. Sozinho! Ou talvez com a participação de algumas das personalidades que você deve manter para tornar sua vida possível, sem culpa!

Com que direito você resolve se confessar e tentar despertar sentimentos que você gostaria mas não pode retribuir? Pelo menos não da maneira correta de ser...

Com que direito você transfere a responsabilidade da escolha pra mim, que nem escolha tenho?

Por que me faz sonhar se você não pode me fazer tirar os pés do chão?

Você domina meus pensamentos, revira meus sentimentos, aguça os meus sentidos, me envolve com sutileza, me fascina com delicadezas, mas me obriga a viver numa realidade na qual você não pode nem deveria existir!

Talvez não possa te culpar, afinal, eu permiti! E, além disso, você é a maior vítima da sua ilusão.

Então me diz: como você pode achar justo querer me conhecer, me analisar e descobrir aquilo que nem eu mesma consigo saber de mim, se você mesmo não tem coragem de me mostrar toda a sua realidade!

Acho que nem quero mais nada disso, porque nada seria verdadeiramente suficiente.

E é por isso que eu garanto que de alguma forma eu vou apagar você de mim. Vai ser fácil, pois você nunca esteve realmente em mim. Mas eu sei que estive aí em você, e por muito tempo permanecerei, porque você precisa de mim para sonhar e se sentir vivo!



11 de jun. de 2009

Falando de sentimentos...

Por que é que justamente quando a gente quer ficar sozinha, com o coração em paz, é que aparece alguém que vai tirar nossos pés do chão?

E, como não poderia deixar de ser, por que é que quando você está carente, precisando de colo, aquela pessoa não aparece? Ou pior, aparece alguém que você não quer, alguém que não pode se comprometer porque já tem compromisso, ou aparece justamente aquele cara que vai te fazer sofrer e, mais uma vez, vai te fazer desejar ficar sozinha?

Essa parece ser a história da minha vida.

Não posso reclamar, pois já vivi duas histórias de amor tão sinceras, intensas e felizes que poderiam me preencher para o resto da vida. Tem gente que vai viver uma vida inteira sem experimentar nem metade de tudo isso o que eu senti.

Infelizmente, ou felizmente, não podemos viver apenas de memórias. É preciso o contato físico, o calor...

Mas, ainda assim, acabamos em algum momento optando pela solidão. Por quê?

Tem gente que vai discordar de mim dizendo que a opção não foi pela solidão, mas sim por um tempo sozinha. Mas tenho que admitir que nenhuma mulher é feliz sozinha. Você pode ter centenas de amigos, mas nunca será completa sem aquela pessoa especial. Você pode sair com uma pessoa diferente todas as noites, mas é tudo muito superficial. Onde está o companheirismo, a cumplicidade, o carinho, a paixão que nos envolve e nos motiva?

Ter alguém a quem amar é como tomar uma pílula diária que contém ingredientes mágicos. Você acorda mais feliz, releva mais as coisas, se encanta mais fácil, tem mais disposição, fica mais leve e feliz.

Claro que a vida a dois não é um mar de rosas, mas é melhor passar por problemas a dois do que passar por tudo sem ter ninguém. Viver uma vida a dois é bom até porque você tem alguém para brigar e fazer as pazes de uma forma mais especial do que com um amigo...

Mas, ainda assim, insistimos em ficar sozinhas.

Não que haja problema em dar um tempo, curtir um pouco, se recolher... esse tempo até é muito bem vindo e muita gente deveria experimentar. O problema é que, com o tempo, esse tempo passa a ser muito tempo.

E você já se acostumou! E você já alimentou o medo de se envolver novamente e sofrer mais uma vez.

Nas suas confissões mais secretas você revela que sente falta do amor, do turbilhão que é se apaixonar. Mas o medo acaba sendo maior.

Você também passa a ter uma certa vergonha de revelar que está cansada de ficar só e que não consegue arrumar uma boa companhia... Em bom português, você tem é vergonha de ser chamada de encalhada. Isso acaba ferindo lá no fundo, porque sabemos a razão de estarmos sozinhas...

De uma forma meio que natural, acabamos por nos enganar, dizendo para os outros e tentando nos convencer de que não queremos ninguém, que somos felizes assim, que namorado dá trabalho, que não temos paciência, que primeiro queremos nos estabilizar na carreira, etc., etc., etc.

São tantas desculpas para disfarçar a tristeza que nos acompanha. Tentamos nos mostrar fortes e, por isso, nos é cobrado cada vez mais força. Só que não a temos...

Às vezes nos mostramos indiferentes, bravas, auto-suficientes para espantar aqueles que possam nos fazer desmontar e nos entregarmos de cabeça. Ou, tentando provar que não é aquela pessoa fria que demonstrou ser, se envolve em relações vazias...

Uma hora as pessoas realmente se afastam. Ninguém quer ter por companhia uma pessoa fria e calculista sem sentimentos, que não deixa ninguém se aproximar, que não é amável.

Com isso, você também se afasta das pessoas, desesperada por ninguém te enxergar de verdade. Você acaba se afastando de você mesma, contrariando aquilo que é a sua essência. Nós mulheres nascemos com o dom de amar e de nos permitir ser amadas.

Mas um dia alguém te enxerga, bem no fundo da sua alma. Vê até o que você já não conseguia mais perceber. Desperta sentimentos que você já imaginava não sentir. Essa pessoa te diz tantas verdades que doem como um tapa na cara. Você se sente despida e frágil.

Você percebe o quanto perdeu sendo assim, mas não sabe mais como retomar o caminho.

Aceita se envolver com alguém sem realmente desejar, para ver se acaba dando certo, enganando essa pessoa e, principalmente, a você mesma! Não se força um sentimento! De repente você percebe que está fazendo com alguém aquilo que você mais teme que façam com você. Aí você quer voltar atrás. Mas já é tarde! Você pode ter magoado essa pessoa.

Frágil, você acaba se apoiando em pessoas erradas, aquelas que sabem bem tirar proveito dessa situação (conscientes ou não). Ou então, se isola novamente na sua bolha invisível.

E isso acaba se tornando um círculo vicioso e perigoso.

Mas como fazer para andar em linhas retas?

Ainda estou procurando essa resposta...

Enquanto isso, sigo tentando não completar este círculo.


6 de mai. de 2009

De volta, me recuperando!

Fiquei um tempo sem escrever devido a uma cirurgia nos dois joelhos. Ainda estou me recuperando, mas estou bem. Passando todo esse tempo de cama, é claro que minha cabecinha pensou em milhares de coisas... não ando muito inspirada, mas sinto falta de escrever. Mesmo que não haja leitores, afinal, escrevo pra mim, pra me sentir bem... é um tipo de terapia, já que falar das minhas coisas não é bem um dos meus fortes, rs.

Apesar da dor, estou extremamente feliz. Primeiro porque esse problema nos joelhos é um fantasma que me acompanha desde os 14 anos. Segundo porque após muita fisioterapia, muitos remédios, dores e incerteza quanto ao resultado da cirurgia, hoje meu médico disse que vou me recuperar 100% (a não ser que somatize o meu stress nos meus "lindos joelhinhos", como ele mesmo diz, rs).

É... todo mundo dizia que minha dor tinha origem também na tensão... só ontem eu realmente acreditei nisso... em um momento de dor intensa, tentei me acalmar... e quanto mais eu relaxava, menos dor eu sentia... mais uma lição.

Pra que stress? Às vezes é inevitável, mas não podemos deixá-lo tomar conta de nós... ele dificulta a resolução dos problemas, além de causar mais problemas, dores, insatisfação...

De hoje em diante, minha meta é aprender a controlar minha mente... menos stress, mais paciência. Consequentemente, acredito que a vida fique mais leve!

Nesses dias percebi como um sorriso, um abraço, carinho podem ser mais eficazes do que qualquer analgésico disponível.

Já faz algum tempo que estou em fase de transição. E aproveitei para reavaliar amizades, meus sentimentos em relação à situações. Nessas horas de necessidade a gente percebe quem realmente está ao seu lado, quem se preocupa de verdade.

Hoje vivi uma situação engraçada... é incrível como as pessoas se transformam perto de outras pessoas ou em situações inusitadas. Ver uma pessoa extrovertida (pra lá de extrovertida) ficar sem graça e séria foi a alegria do dia... ainda tiro proveito dessa situação.. isso vai dar pano pra manga! huahauhua (piadinha interna, rs).

Mas também percebi mentiras... mas preferi fingir que não percebi e vou me afastar aos poucos... pra que gerar um conflito se nem quero seguir adiante?

Manter certas situações só pra ver onde vai dar, sem ter entusiasmo, definitivamente não é bom. Enganar os outros pra ver se eu vou me sentir bem ou não também não é muito honesto... Erro meu... que pretendo, sutilmente, corrigir...

Vivendo e aprendendo.

Fiquei muitos dias dependendo dos outros até para beber água, pois mal conseguia sair da cama... E percebi o quanto a vida é boa... o quanto a gente pode ser melhor enquanto tiver saúde. Deixei de aproveitar muita coisa tendo pena de mim mesma.

Não quero mais isso pra mim. Sei que aqui dentro tem muita força e não vou me deixar levar por esses momentos melancólicos... nem vou sentir pena dos outros... acho que esse é o pior sentimento que podemos ter.

Vou fazer tudo o que me agrada e que for possível. O que não for agradável, mas necessário, vou tentar fazer ao máximo para que seja menos incômodo.

Vou dispensar pessoas e compromissos que já não estejam de acordo com minha nova maneira de viver e sentir a vida.

Espero retomar em breve meus estudos e cuidar pra que meu futuro seja bom, como sonho todos os dias.

Quero voltar a praticar esportes, assim que puder.

A vida é curta demais e vou fazer de tudo para que um dia eu possa olhar pra trás e dizer que tudo valeu a pena!!!

1 de abr. de 2009

Tempo de mudanças...

Faz alguns dias que estou fora de São Paulo. O motivo? Aniversário de 80 anos da minha avó. Num impulso resolvi prolongar a viagem para sair do rítimo maluco de Sampa e, como sempre, muitas coisas aconteceram de forma surreendente! Sem dúvidas, esse foi início de uma transformação.

Fiz coisas que pensei jamais ser capaz de fazer novamente. Fiz coisas que jamais tive coragem de fazer. Fiz com prazer coisas que já tinha feito com desagrado...

Quebrei preconceitos ao invés de quebrar a cara!

ACORDEI!!!

Hoje dei a mim mesma um carta de alforria! Finalmente me libertei das algemas que me prendiam a uma vida indesejada, mas tolerada... Uma vida que se resumia a um improviso insensato. Eu era escrava do acaso. O mundo só existia lá fora... Fora de mim!

Mas hoje tudo ficou muito claro. Em poucos minutos pude perceber erros de uma vida inteira. Não que não os conhecesse, não que eu não soubesse como consertá-los... Eu apenas não sentia vontade de me libertar, como um pássaro assustado preso em uma gaiola há tanto tempo que tem medo de voar ao encontrar uma oportunidade. Mas um dia ele voa...

Sinceramente, não consigo saber ao certo o que me despertou... poderia dizer que a mudança de rotina, a vivência de outras experiências me fizeram querer poder viver tudo o que vivi aqui por todos os dias da minha vida. Óbvio que não fiz coisas extraordinárias... a diferença foi na forma como vivi essas experiências...

Certamente, perceber que uma senhora de 80 anos aproveita a vida melhor do que uma jovem de 26 anos me fez enxergar a vida com outros olhos...

Talvez a falta de lucidez tenha me conduzido a uma lucidez absoluta, por mais absurdo que isso possa parecer (não cabe aqui explicações).

Talvez eu fosse como uma gaveta bagunçada: não se encontra nada, tampouco se pode acrescentar muitas coisas. Para tanto, é necessário retirar tudo e organizar. Aí tudo cabe!

Acho que é isso... precisei me transbordar para me esvaziar por completo, para perceber o que havia aqui dentro... e retirar o que não era necessário.

O preço que paguei foi alto, mas a recompensa maior ainda. Melhor do que conhecer novas pessoas é se conhecer melhor...

Mas como eu ía dizendo... Motivos para essa mudança eu posso encontrar vários, até inventar... porque o que importa não foi como isso aconteceu, mas quais foram as consequências...

Acredito que a principal tenha sido readquirir auto-confiança.

Provavelmente a falta dela tenha sido a causa da maioria dos meus problemas, dos meus medos...

Mas agora entrei em sintonia comigo mesma... Não sei se me resgatei ou se me reinventei.

Não sei o que o futuro ou minha mente complicada me reservam, mas sei que cabe a mim jogar fora de vez as algemas ou continuar sendo meu próprio algóz...

DEFINITIVAMENTE ESCOLHO A PRIMEIRA OPÇÃO!!!

25 de mar. de 2009

Para um bom entendedor...


"Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas."


(Clarice Lispector).

Outro dia li uma frase de Clarice Lispector (com o tempo vocês perceberão que essa é uma autora constante em minha vida...) que dizia assim:

"E quando acaricio a cabeça de meu cão - sei que ele não exige que eu faça sentido ou me explique..."

Parece simples, engraçada... mas, mais uma vez, me absorvi em pensamentos que me fizeram chegar a seguinte conclusão:

Tenho muito o que aprender com meu cão! Somente os animais são realmente felizes! Eles dão amor e, o melhor de tudo, aceitam o amor que recebem...

Por que será que temos o tempo todo que nos explicar? Não seria tão mais fácil simplesmente agir, fazer o que temos vontade?

As pessoas estão sempre buscando uma resposta pra uma atitude, um sentido pra tudo... e depois reclamam de como a vida é complicada! Não! A vida não é complicada, nós a complicamos o tempo inteiro, simplesmente porque não podemos nos acostumar com o que é simples... não podemos aceitar que uma pessoa nos abrace simplesmente porque sentiu vontade. Isso é constrangedor!

Talvez, se fizessemos tudo o que nos desse na telha (respeitando aos outros, é claro), teríamos relacionamentos mais verdadeiros, felicidades mais completas.

Estamos sempre nos sentindo vazios, buscando eternamente a felicidade, um amor... Mas eles podem estar bem ao seu lado e você nem perceber simplesmente por não conseguir sentir, pelo fato de ter que buscar sempre mais. Buscar tudo o que já foi catalogado.

Temos tanta sede de mudar o mundo, que não conseguimos mudar a nós mesmos... queremos tanto consertar tudo o que está errado, que acabamos estragando o que está certo.

Nos preocupamos demais com o que o outro pensa a nosso respeito. Deixamos de fazer e falar tantas coisas que realmente queremos, por medo.

Quebrar a cara não mata senão a ansiedade! Falo por experiência própria.

Falar demais cansa. Explicar demais estraga. Recear demais amarga.

Quantas vezes deixamos de ligar no dia seguinte com medo de que percebam que temos sentimentos?!? Mas não deveria ser ao contrário??? Infelizmente não é assim... e só perdemos com isso, porque de duas uma: Ou vai dar certo e perdemos tempo com formalidades e atitudes padronizadas pela sociedade, ou perdemos tempo esperando por algo que não vai dar certo!

Se alguém deixa algo no ar nós logo começamos a buscar a verdade que falta, quando cabe a nós tentarmos preencher as entrelinhas...

Carpe Diem!

Muitas de mim...

"Com todo perdão da palavra, eu sou um mistério para mim". "Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato". (Clarice Lispector).
Difícil me definir. Me entender é tarefa para poucos... Nem eu me entendo por completo. Posso dizer que sou complexa... E qual seria a graça em ser singela?!?
Sou uma mulher de fibra com jeitinho de menina...
Inconstante. Posso Explodir de alegrias hoje e me recolher ao meu silêncio interminável amanhã.
Pensativa. Adoro tudo o que me faz pensar. Penso em hoje, nos muitos “ontens” que vivi e nas muitas possibilidades do meu futuro (esse já é meu amigo íntimo). Penso mais do que devo e menos do que anseio.
Sonhadora. Sonhos são sempre bem vindos, independentemente de se estar acordada... Acredito que eles sejam vitais para a alma. Sonho com um amor pra vida toda!
Impaciente. "Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos", tenho pressa. Mas consigo me entregar aos momentos... como eu gostaria de poder fazer o tempo parar... adoro deitar na rede e ficar olhando as estrelas. Ah se elas pudessem falar...
Fiel. Para quem já se esqueceu (aposto que são muitos) ser fiel é ser verdadeiro, leal, não trair... Fidelidade é essencial em minha vida! E caso você participe dela, certamente cobrarei isso...
Ingênua. Ainda acredito nas pessoas. Mas não se engane! Modéstia a parte, sou inteligente.
Guerreira. Luto por meus ideais e só desisto quando os alcanço (ou quando resolvo mudar de ideais, rs). Brigo para que se faça justiça, em todos os sentidos. Advogada por encargo, mas é por amor que busco essa Justiça... para aqueles que acreditam, creio ser esta minha missão na Terra. Tenho toda a força do Universo para lutar contra tudo e contra todos se acreditar estar certa. Mas preservo a delicadeza... até me permito chorar (e como choro, caio em prantos... nada como um desabafo consigo mesma!).
Dramática. Posso dar um sentido mais amplo ou menos importante aos fatos do que realmente eles representam... Mas tudo não passa de um capricho... charminho! Eu tenho plena consciência do que me cerca...
Tímida por natureza, mas atrevida o suficiente quando necessário.
Tenho um coração grande, mas uma boca maior ainda. Falo muito! De tudo e com todos. Posso ser muito persuasiva quando quero.
Mas também respeito o silêncio, ouvir é mais importante. Se me vir quieta, me deixe! Estou conversando comigo mesma.
Aquariana, prezo muito pela liberdade. Não abro mão dela! Nunca tente me prender, em nenhum sentido. Preciso do meu espaço e respeito o espaço dos outros.
Gosto das coisas certas, mas confesso que as erradas também me atraem muito!
Erro muito, muitas vezes cometo os mesmos erros. Mas me levanto e acabo aprendendo... "Aquilo que não me mata me fortalece"!
Apaixonada sempre, por tudo, até pelo o que não faz sentido se apaixonar. Mas não tenho a pretensão nem a intenção de viver apenas o que faz sentido!
Adoro ser surpreendida... surpresas sempre me encantam, mas nunca, nunca mesmo, me avise quando uma estiver por vir, pois sou curiosa demais para esperá-la!
É, diria que sou tudo isso, mas que posso ser exatamente o oposto... depende de quando e como você me vir...
Diria que sou muitas de mim, que sou uma infinidade de possibilidades!
Mas posso afirmar que "aquilo o que Eu não sei é a minha melhor parte"!